| Fisiologia do Sistema Reprodutor |
SISTEMA REPRODUTOR FEMININOGRAVIDEZ Durante toda a vida fértil da mulher, entre 13 aos 45 anos, a cada 28 dias, aproximadamente, um óvulo é expelido do ovário e atinge uma das tubas uterinas. O óvulo permanece vivo e em condições de ser fecundado durante um período entre 8 a 24 horas. Durante o ato sexual o aparelho reprodutor
masculino, através do pênis, ejacula um líquido contendo entre 200 a 400 milhões de
espermatozóides no interior da vagina. Os espermatozóides, então, através de
movimentos de sua cauda, movem-se através do canal vaginal em direção à cavidade
uterina e em direção às tubas uterinas. Contribuem também para o deslocamento dos
espermatozóides as contrações rítmicas que ocorrem no canal vaginal, útero e tubas
uterinas durante a fase de excitação máxima no ato sexual feminino (orgasmo). A partir do momento em que um espermatozóide atravessa a membrana do óvulo, uma alteração química ocorre na mesma impedindo a penetração de qualquer outra célula. O óvulo, então, passa a ter 2 núcleos que neste momento são denominados pró-núcleos (1 pró-núcleo masculino e 1 pró-núcleo feminino). Cada pró-núcleo contém 23 cromossomas. Aproximam-se um do outro e finalmente se fundem, formando um núcleo com 23 pares de cromossomas. O óvulo fecundado, a partir deste momento, passa a ser denominado zigoto. As contrações uterinas empurram o zigoto, lentamente, em direção à cavidade uterina. Conforme o zigoto vai se deslocando em direção à cavidade uterina, divisões celulares vão ocorrendo e, em menos de 1 semana, ao se implantar no endométrio, teremos um conjunto de células, já se diferenciando, denominado blastocisto. Surgem então as chamadas células trofoblásticas que, por sua vez, iniciam a produção de um importante hormônio: gonadotropina coriônica. As células trofoblásticas sintetizam e secretam enzimas proteolíticas que digerem substâncias secretadas pelo endométrio. Estas células também fagocitam o produto da secreção endometrial e são grandes responsáveis pela implantação do embrião na parede endometrial. Aos poucos, durante as semanas seguintes, as células trofoblásticas em conjunto com as células endometriais vão formando um tecido que se constituirá, mais tarde, numa placenta. Portanto, enquanto não se forma a placenta, a nutrição embrionária ocorre às custas das células trofoblásticas - fase trofoblástica de nutrição embrionária. O hormônio gonadotropina coriônica vai sendo
secretado em quantidades crescentes nas semanas seguintes até atingir um grau mais
elevado de secreção por volta da 12ª semana. A partir de então, sendo produzido pela
placenta, o nível de secreção cai gradativamente até que, por volta da 20ª semana,
permanece em nível baixo até o final da gestação. Aos 28 dias um coração primitivo já pulsa e o embrião, com menos de 1 cm. se desenvolve muito rapidamente. Com 6 semanas, medindo entre 2 a 3 cm. de comprimento, apresenta um sistema nervoso primitivo. Desenvolvem-se aparelho digestivo e dedos nos pés e nas mãos. Com 8 semanas o embrião se transforma em feto. A partir de então já apresenta a forma humana. Apresenta também as estruturas internas, embora imaturas, já formadas: fígado, rins, pulmões, baço, músculos, etc. Nas semanas seguintes sofrerá um grande crescimento e maturação das estruturas internas formadas durante a vida embrionária. Com 12 semanas, medindo entre 6 a 7 cm., apresenta ossos, os músculos se contraem, e os órgãos genitais já são visíveis a uma ultrassonografia. A partir desta etapa uma placenta já está presente e a nutrição passa a ser feita através da mesma, de forma muito mais eficiente do que antes. A placenta proporciona uma troca gasosa entre o sangue fetal e o materno (respiração placentária), passagem de nutrientes do sangue materno ao fetal e excreção, do sangue fetal para o materno, das diversas substâncias metabólicas que diariamente são produzidas pelas células fetais e que devem ser continuamente eliminadas. A placenta produz quantidades cada vez mais elevadas de hormônios como estrogênio e progesterona, além de outros como lactogênio placentário, somatomamotropina coriônica e gonadotropina coriônica (estes em baixa quantidade). O estrogênio, em alto nível de secreção, produz alterações bastante significativas no corpo da gestante: O canal pélvico e o canal vaginal tornam-se mais distensíveis, o útero aumenta bastante de volume, as mamas se desenvolvem com aumento na deposição de gordura e de nutrientes, além de um grande desenvolvimento das células produtoras de leite. A progesterona inibe as contrações uterinas e promove uma grande deposição de nutrientes como carboidratos, gordura e aminoácidos nos tecidos produtores de leite. Aos 4 meses o feto pesa aproximadamente 110 g., e já demonstra apresentar a percepção tátil e auditiva. Aos 5 meses, com 300 g. de peso, aparecem pêlos e cabelos. Movimenta-se mais intensamente (podendo-se perceber os pontapés). Aos 6 meses (630 g.), o tato já é perceptível por toda a pele, ouve bem melhor e aparecem as unhas. A partir de 7 meses, com 25 cm. de comprimento, passa a ganhar peso numa velocidade maior. Já chupa o dedo. Com 8 meses já pesa cerca de 1.800 g., a cabeça se dirige para baixo e os sistemas respiratório e digestório já se encontram quase prontos. Com 9 meses seu peso é de aproximadamente 3.000 g. Sua estatura de 50 cm. As mãos agarram com firmeza, brinca com o cordão umbilical. Nesta fase já se encontra pronto para nascer. O hipotálamo secreta, então, quantidades crescentes do hormônio ocitocina. A placenta, envelhecida, reduz a secreção de seus hormônios, principalmente a progesterona que, de certa forma, inibia as contrações uterinas. Principalmente sob estímulo da ocitocina, o útero se contrái cada vez com mais intensidade e frequência e assim dá-se início ao trabalho de parto. A mulher ganha, aproximadamente, 10 kg. durante a sua gravidez. Tal ganho de peso se deve: feto - 3,0 kg.; útero - 0,9 kg.; placenta e membranas - 0,9 kg.; mamas - 0,7 kg.; aumento de gordura, de sangue, eletrólitos e líquido extra-celular - 4,1 kg. |
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